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Tapajosa Sharpshooter Leafhopper / Cigarrinha-Tapajosa

Tapajosa sp.

Description:

(Melichar, 1924a: 241)

Hemiptera: Auchenorrhyncha: Cicadomorpha: Cicadellidae: Cicadellinae: Proconiini

Sex: See text below / veja o texto abaixo.

First and second picture of the same individual, possibly female, dorsal and lateral view respectively, 13th of April, 2018 at 08:22:02pm and 08:21:20 respectively. Third picture of another variation or species, possibly female, 8th of May, 2018 at 11:03:16pm. Fourth and fifth picture of the same individual, possibly male, dorsal and lateral view respectively, 12th of May, 2018 at 07:58:11pm and 07:59:59pm respectively.

Primeira e segunda fotos do mesmo indivíduo, possivelmente fêmea, vistas dorsal e lateral respectivamente, 13 de Abril, 2018 às 20:22:02 e 20:21:20 respectivamente. Terceira foto de outra variação ou espécie, possivelmente fêmea, 8 de Maio, 2018 às 23:03:16. Quarta e quinta fotos do mesmo indivíduos, possivelmente macho, vistas dorsal e lateral respectivamente, 12 de Maio, 2018 às 19:58:11 e 19:59:59 respectivamente.

Habitat:

Campos de colheita e florestas. Achados no 16º andar de um prédio em habitat urbano.

Crop fields and forests. All found on the 16th floor of a flat in in an urban habitat.

Notes:

Tapajosa é um gênero da ordem Hemiptera, subordem Auchenorrhyncha, infraordem Cicadomorpha, superfamília Membracoidea, família Cicadellidae, subfamília Cicadellinae e tribo Proconiini. Possuem distribuição Neotropical, e o mínimo de informação disponível para mim é que podem ser encontrados na Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador e Venezuela de acordo com Insectoid (http://insectoid.info/insecta/hemiptera/...), mas desconheço se esta informação está correta, incompleta ou errada. Creio que esse espécime é um Tapajosa fulvopunctata, Tapajosa spinata ou uma das espécies sem fotos na Internet.

Sinônimos de T. fulvopunctata incluem:

Tettigonia fulvopunctata (Signoret, 1854c: 484)
Proconia fulvopunctata (Walker, 1858b: 229)
Tapajosa fulvopunctata (Melichar, 1924a: 242)
Tapajosa fulvopunctata var. concolor (Melichar, 1924a: 242)
Oncometopia marginula (Osborn, 1926b: 170)

Aparentemente, há outras variações dessa espécie como pode ser visto aqui: https://naturalhistory.museumwales.ac.uk...

Entretanto, não sei se o "var. concolor" refere-se a uma variação (como retratado) ou uma subespécie devido a escassez de informações. As manchas amarelas retratadas no meu espécime parecem levemente diferentes de fulvopunctata, mas não corresponderam à nenhum outro membro do gênero com fotos disponíveis na Internet, além de spinata, que também possui leves diferenças. Isto fez com que eu pensasse que o meu espécime é um Tapajosa fulvopunctata ou Tapajosa spinata com pequenas variações intraespecíficas (ou outra subespécie), ou uma das espécies sem fotos disponíveis na Internet, citadas mais abaixo. Além disso, de acordo com os links abaixo, os membros desse gênero possuem cores mais escuras quando machos e cores mais claras (incluindo as manchas amarelas) quando fêmeas, exceto em T. rubromarginata (que não é meu espécime), então estou inclinado na crença de que meu espécime é uma possível fêmea, caso as fotos dos links abaixo demonstrem a realidade de um indivíduo vivo e não de um indivíduo que se deteriorou com o tempo.

As plantas hospedeiras de T. fulvopunctata (que pode refletir no resto do gênero, pelo menos parcialmente) incluem Anacardium occidentale (Anacardiaceae) ("cajú"), Cordia goeldiana (Boraginaceae) ("freijó"), Enterolobium contortisiliguum (Fabaceae) ("timbaúva"...), Pseudopiptadenia contorta (Fabaceae) ("angico"), Crocus sativus (Iridaceae) ("açafrão-verdadeiro"), Gossypium hirsutum (Malvaceae) ("algodão"), Psidium guajava (Myrtaceae) ("goiabeira"), Zea mays (Poaceae) ("milho"), Lantana camara (Verbenaceae) ("lantana"), Vernonia condensata (Asteraceae) ("boldo") e possivelmente muitas outras.

Parecem demonstrar interesse particular em Vernonia condensata (Asteraceae).

As seguintes espécies estão supostamente presentes nesse gênero:

Tapajosa doeringii (Berg, 1879d: 248) (https://naturalhistory.museumwales.ac.uk...)

Tapajosa fulvopunctata (Signoret, 1854c: 484) (https://naturalhistory.museumwales.ac.uk...) - remete ao meu indivíduo, exceto por tênues diferenças

Tapajosa obscurior (Fowler, 1899) (não pude achar fotos e não sei se é uma espécie válida)

Tapajosa ocellata (Osborn, 1926b: 169) (https://naturalhistory.museumwales.ac.uk...) - note que há perceptíveis variações intraespecíficas aqui

Tapajosa rubromarginata (Signoret, 1855d: 793) (https://naturalhistory.museumwales.ac.uk...) - fêmeas são mais escuras aqui

Tapajosa similis (Melichar, 1925) (não pude achar fotos)

Tapajosa spinata (Young, 1968) (https://upload.wikimedia.org/wikipedia/c...) - remete ao meu indivíduo, exceto por tênues diferenças

Tapajosa ulcerata (Signoret, 1854) (não pude achar fotos e não sei se é uma espécie válida)

Informações são escassas e desconheço se existem mais.

Detalhes do gênero podem ser vistos aqui: http://takiya.speciesfile.org/taxahelp.a...

Eu sei que é confuso, mas as informações sobre este Hemíptero são confusas. Em resumo, meu espécime pode ser um T. fulvopunctata, um T. spinata ou uma das espécies sem fotos na Internet.

De acordo com um estudo que providenciarei no fim deste paragrafo, Tapajosa rubromarginata são vetores de Xylella fastidiosa, a Clorose Variegada dos Cítrus (CVC) que afeta plantas. Não pude encontrar quaisquer informações que afirmem que outras espécies de Tapajosa sejam vetoras.

https://www.researchgate.net/publication...

Sobre a Xylella fastidiosa: Doenças são comumente associadas com a evolução, e a CVC pode potencialmente trazer benefícios às espécies de plantas atingidas no futuro. Irei citar um texto de duas fontes que fornecerei abaixo:

"X. fastidiosa é primariamente considerada um patógeno de plantas, apesar do fato que ela coloniza dois hospedeiros distintos com sucesso: plantas e insetos vetores. Fato é, a colonização de ambos os hospedeiros é necessária para a disseminação das bactérias no ecossistema; é entristecedor que a maioria das pesquisas até então tenham focado nas plantas como hospedeiras, pois os insetos são igualmente importantes. A importância econômica da doença causada por X. fastidiosa também cobre o fato de que ela provavelmente tenha evoluído para ser um inofensivo endófito; as bactérias são capazes de se multiplicar e se transferir entre uma ampla variedade de hospedeiros mas causa a doença em pouquíssimos de maneira específica. Além disso, trabalhos devotados aos mecanismos do patógeno levam à conclusão de que X. fastidiosa regula sua expressão genética de uma maneira dependente da densidade celular, essencialmente desligando sua maquinária de colonização das plantas quando em alta densidade. Esse cenário contraintuitivo é explicado pelo fato de que os traços necessários para a colonização de insetos, e consequentemente transmissão planta-para-planta, são expressas apenas em densidades celulares elevadas. Tendo em mente que os insetos vetores discriminam contra plantas sintomáticas, é esperado que a redução da expressão sintomática reduza as estatísticas de transmissão, efetivamente reduzindo o estabelecimento do patógeno e disseminação da doença."

https://nature.berkeley.edu/xylella/wp-c...

Segunda fonte:

"Hospedeiros podem evoluir em resposta à infecção em maneiras que influenciam a virulência. Os exemplos mais observados da evolução do hospedeiro em resposta à doença incluem estudos nos coelhos Australianos e o vírus Myxoma, grilos e moscas parasitóides, e bactérias e fagos. Estratégias do hospedeiro para combater a infecção podem ser agrupadas em duas categorias: tolerância do hospedeiro e resistência do hospedeiro (Boots et al. 2009). A tolerância do hospedeiro descreve a abilidade do hospedeiro tolerar uma infecção por um patógeno ao minimizar o dano causado mas sem impedir a replicação ou transmissão do patógeno. Em contraste, as estratégias de resistência do hospedeiro reduzem a probabilidade de que um hospedeiro seja infectado, reduzem a replicação do patógeno dentro do mesmo, e/ou aumentam a velocidade de cura contra o patógeno (recuperação). Dado que hospedeiros se beneficiariam ao resistirem uma infecção, uma ótima pergunta é, "Qual o motivo de hospedeiros não serem mais resistentes aos patógenos?" Potenciais explicações incluem: uma troca entre características de resistência e outras características de resistência relacionadas ao estabelecimento, evolução do patógeno para driblar ou revidar as características de resistência do hospedeiro, e trocas entre defesas miradas aos diferentes tipos de cepas de parasitas (Schmid-Hempel, 2005). Em contraste, é frequentemente esperado que traços que conferem tolerância evoluam em fixação, assumindo que os benefícios desses traços pesem mais que os custos.

Interações hospedeiro-parasitas, então, podem levar à dinâmicas coevolucionárias que podem aumentar a diversidade genética entre hospedeiros e patógenos através de eventos coespecíficos e corridas genéticas. Um processo que pode levar à uma mudança coevolucionária é a seleção dependente de frequência negativa, onde múltiplos hospedeiros e genótipos de parasitas existem e apenas algumas combinações de hospedeiros-parasitas resultam em infecção. Com o passar do tempo, a frequência de genótipos resistentes em uma população pode ser afetada por dinâmicas de genótipos de parasitas locais. Isso foi ilustrado em estudos de longa duração com parasitas Trematódeos infectando moluscos de água doce na Nova Zelândia (Lively & Dybdahl, 2000). Esse trabalho também mostrou que estatísticas altas de infecção podem terminar favorecendo a reprodução sexual do hospedeiro como estratégia para gerar novos genótipos de hospedeiros que podem resistir a infecção contra clones comuns de parasitas."

https://www.nature.com/scitable/knowledg...

ENGLISH VERSION HERE:

Tapajosa is a genus of the order Hemiptera, suborder Auchenorrhyncha, infraorder Cicadomorpha, superfamily Membracoidea, family Cicadellidae, subfamily Cicadellinae and tribe Proconiini. They are of Neotropical distribution, and the minimum information available to me is that they can be found in Argentina, Bolivia, Brazil, Colombia, Ecuador and Venezuela according to Insectoid (http://insectoid.info/insecta/hemiptera/...), but I'm not sure if this information is correct, lacking or wrong. I believe my specimen is either a Tapajosa fulvopunctata, a Tapajosa spinata or one of the species with no pictures in the Internet.

In T. fulvopunctata, synonyms include:

Tettigonia fulvopunctata (Signoret, 1854c: 484)
Proconia fulvopunctata (Walker, 1858b: 229)
Tapajosa fulvopunctata (Melichar, 1924a: 242)
Tapajosa fulvopunctata var. concolor (Melichar, 1924a: 242)
Oncometopia marginula (Osborn, 1926b:170)

Apparently, there are other variations to this species as can be seen here: https://naturalhistory.museumwales.ac.uk...

Now, I do not know if the "var. concolor" is being referred as a variation (like said) or a subspecies as the informations are scarce. The yellow spots depicted on my specimen seemed to differ a little from fulvopunctata but didn't match any other members of the genus with pictures available besides spinata with little modifications as well. This made me believe it is either a Tapajosa fulvopunctata or Tapajosa spinata with minor intraspecific variations (or different subspecies) or one of the species with no pictures, noted further down. Also, according to the links below, the members of this genus possess darker colors in males and lighter colors (including the yellow spots) in females, except for T. rubromarginata (which is not my specimen), so I'm inclined to believe my specimen is possibly a female, so long as the specimens in the links below portray the reality of a living specimen and not of a worn specimen.

The host plants of T. fulvopunctata (which may reflect on the rest of the genus, at the very least partially) include Anacardium occidentale (Anacardiaceae) ("cashew"), Cordia goeldiana (Boraginaceae) ("freijo"), Enterolobium contortisiliguum (Fabaceae) ("earpod tree"), Pseudopiptadenia contorta (Fabaceae) ("angico"), Crocus sativus (Iridaceae) ("saffron"), Gossypium hirsutum (Malvaceae) ("cotton"), Psidium guajava (Myrtaceae) ("guava"), Zea mays (Poaceae) ("corn"), Lantana camara (Verbenaceae) ("lantana"), Vernonia condensata (Asteraceae) ("figatil" or "necroton") and possibly many more.

They seem to show particular interest in Vernonia condensata (Asteraceae).

The following species are supposedly present in this genus:

Tapajosa doeringii (Berg, 1879d: 248)
(https://naturalhistory.museumwales.ac.uk...)

Tapajosa fulvopunctata (Signoret, 1854c: 484)
(https://naturalhistory.museumwales.ac.uk...) - reminds me of my individual besides minor differences

Tapajosa obscurior (Fowler, 1899)
(couldn't find any pictures and I'm not sure if this is a valid species)

Tapajosa ocellata (Osborn, 1926b: 169)
(https://naturalhistory.museumwales.ac.uk...) - note that there are notable intraspecific variations here

Tapajosa rubromarginata (Signoret, 1855d: 793)
(https://naturalhistory.museumwales.ac.uk...) - females are darker here

Tapajosa similis (Melichar, 1925)
(couldn't find any pictures)

Tapajosa spinata (Young, 1968)
(https://upload.wikimedia.org/wikipedia/c...) - reminds me of my individual besides minor differences

Tapajosa ulcerata (Signoret, 1854)
(couldn't find any pictures, nor do I know if this is a valid species)

Informations are scarce and I'm unaware if there are others.

Genus details can be found here: http://takiya.speciesfile.org/taxahelp.a...

I know this is confusing, but informations on this Hemipteran are confusing. In sum, my specimen might be a T. fulvopunctata, a T. spinata or one of the species with no pictures on the Internet.

According to a study I will provide at the end of this paragraph, Tapajosa rubromarginata are vectors to Xylella fastidiosa, the Citrus Variegated Chlorosis (CVC) that affects plants. I could find absolutely nothing that could affirm other species of Tapajosa are vectors.

https://www.researchgate.net/publication...

About the Xylella fastidiosa: Diseases are often associated with evolution, and the CVC might potentially bring benefits to the species of plants affected in the future. I will quote a text from two sources I will provide below:

"X. fastidiosa is primarily considered a plant pathogen, despite the fact that it successfully colonizes two very distinct hosts: plants and insect vectors. In fact, colonization of both hosts is required for dissemination of the bacterium in the landscape; it is unfortunate that most research has so far focused on plants as hosts, as insects are equally important. The economic importance of X. fastidiosa diseases also obscures the fact that it most likely evolved to be a harmless endophyte; the bacterium is capable of multiplying and moving within a wide host range but causes disease in very few hosts in a specific manner. Furthermore, work on its pathogenicity mechanisms led to the conclusion that X. fastidiosa regulates its gene expression in a cell density-dependent manner, essentially turning off its plant colonization machinery when in high density. This counterintuitive scenario is explained by the fact that traits necessary for insect colonization, and consequently plant-to-plant transmission, are only expressed at high cell densities. Because insect vectors discriminate against symptomatic plants, symptom expression is expected to decrease transmission rates, effectively reducing pathogen fitness and disease spread."

https://nature.berkeley.edu/xylella/wp-c...

Second source:

"Hosts can also evolve in response to infection in ways that influence virulence. The best observed examples of the host evolution in response to disease include studies of Australian rabbits and Myxoma virus, crickets and parasitoid flies, and bacteria and phages. Host strategies for combating infection can be grouped into two categories: host tolerance and host resistance (Boots et al. 2009). Host tolerance describes the ability of a host to tolerate infection with a pathogen by minimizing the damage done but without impeding replication or transmission of the pathogen. In contrast, host resistance strategies reduce the probability that a host is infected, reduce pathogen replication within the host, and/or increase the speed of pathogen clearance (recovery). Given that hosts would benefit from resisting infection, an outstanding question is, "Why aren't hosts more resistant to pathogens?" Potential explanations include: a trade-off between resistance traits and other fitness-related traits, pathogen evolution to evade or counter host resistance traits, and trade-offs among defenses aimed at different parasite types or strains (Schmid-Hempel, 2005). In contrast, traits that confer tolerance are frequently expected to evolve to fixation, assuming the benefits of these traits outweigh the costs.

Host-parasite interactions, thus, can lead to co-evolutionary dynamics that can increase the genetic diversity of both hosts and pathogens through co-speciation events and genetic arms races. One process that can lead to co-evolutionary change is negative frequency-dependent selection, whereby multiple host and parasite genotypes exist and only some host-parasite combinations result in infection. Over time, the frequency of resistant genotypes in a population can be affected by, and feed back to, local parasite genotype dynamics. This has been illustrated by long-term studies of trematode parasites infecting freshwater snails in New Zealand (Lively & Dybdahl, 2000). This work also showed that high infection rates can ultimately favor host sexual reproduction as a strategy for generating novel host genotypes that may resist infection by common parasite clones."

https://www.nature.com/scitable/knowledg...

No species ID suggestions

3 Comments

Oscar Neto
Oscar Neto a month ago

Mark and Ashley, just now seen this, thank you both!

Mark Ridgway
Mark Ridgway 2 months ago

Aha!! Found the comments at last. ;-)

AshleyT
AshleyT 2 months ago

Your spotting has been nominated for the Spotting of the Week. The winner will be chosen by the Project Noah Rangers based on a combination of factors including: uniqueness of the shot, status of the organism (for example, rare or endangered), quality of the information provided in the habitat and description sections. There is a subjective element, of course; the spotting with the highest number of Ranger votes is chosen. Congratulations on being nominated!

Fortaleza, CE, Brazil

Lat: -3.75, Long: -38.51

Spotted on Apr 13, 2018
Submitted on May 16, 2018

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