Guardian Nature School Team Contact Blog Project Noah Facebook Project Noah Twitter

A global community of nature enthusiasts
photographing and learning about wildlife

Join Project Noah!
nature school apple icon

Project Noah Nature School visit nature school

Butter Frog / Rã-Manteiga

Leptodactylus latrans

Description:

(Steffen, 1815)

Amphibia: Lissamphibia: Batrachia: Anura: Neobatrachia: Bufonoidea: Leptodactylidae: Leptodactylinae

Other names: Criolla Frog; Lesser Foam Frog.

Hora / Hour: 1 - 2 de Junho, 2018 às 14:23:20 / 2nd of June, 2018 at 02:23:20pm
2 - 2 de Junho, 2018 às 14:25:11 / 2nd of June, 2018 at 02:25:11pm
3 - 2 de Junho, 2018 às 14:25:04 / 2nd of June, 2018 at 02:25:04pm
4 - 2 de Junho, 2018 às 14:23:47 / 2nd of June, 2018 at 02:23:47pm

Comprimento do espécime / Specimen's length: ~2cm.

Habitat:

Seus habitats são muitos e incluem florestas tropicais primárias e secundárias, poças, pequenos lagos, áreas encharcadas, costa Atlântica, planícies elevadas, savanas, áreas abertas e secas, bordas florestais, no decorrer das margens de rios, e pampas. "São muito bem adaptados contra a modificação e perturbação de habitats" (IUCN), dado mais confirmado através desta observação localizada em uma floresta tropical secundária, de certa forma degradada, no Brasil, Ceará, Fortaleza. "Também podem ser encontrados em jardins rurais, habitats secundários e áreas urbanas." (IUCN)

Their habitats are many and include humid primary and secondary tropical forests, ponds, small lakes, flooded areas, Atlantic coast, elevated plains, savannahs, open dry areas, forest edges, along riverbanks, and pampas. "They are well adapted to habitat modification and disturbance" (IUCN), which is further confirmed through this spotting located in a secondary, somewhat degraded humid tropical forest in Brazil, Ceará, Fortaleza. "They can also be found in rural gardens, secondary habitats and urban areas." (IUCN)

Notes:

Leptodactylus latrans (sinônimos: Leptodactylus ocellatus (Girard, 1853), veja Lavilla et al. (2010), e Leptodactylus macrosternum (Miranda-Ribero, 1926)) é uma rã pertencente à classe Amphibia, subclasse Lissamphibia, infraclasse Batrachia, ordem Anura, subordem Neobatrachia, superfamília Bufonoidea, família Leptodactylidae e subfamília Leptodactylinae. O sujeito retratado é um espécime muito jovem, já que os adultos são muito maiores.

De acordo com Borges-Martins et al. (2007), Leptodactylus latrans é a maior rã do Rio Grande do Sul. Os adultos têm um comprimento de 80 a 120mm (fêmeas com 80-110mm e machos com 90-120mm) (Achaval & Olmos, 2003). Entretanto, imaturos de Leptodactylus latrans, como o sujeito retratado, são muito, muito pequenos com um comprimento aproximado de focinho à traseira de 20mm ou menos. As cores variam muito do marrom, ao marrom escuro, ao verde. Seus corpos são cobertos por ocelos irregularmente padronizados. A área interorbital possui uma grande mancha negra triangular. O nome popular "rã-manteiga" dá-se devido a facilidade que elas têm de escorregar por entre os dedos. São de ampla distribuição na América do Sul e Leste dos Andes (Frost, 2004). IUCN (mais abaixo) listam sua distribuição no Brasil (Ceará, Amazonas, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo), Argentina (Buenos Aires, Córdoba, Chaco, Corrientes, Entre Ríos, Formosa, La Pampa, Misiones, Neuquén, Río negro, Santa Fé, San Juan e San Luis), Uruguai (íntegra), Trinidad e Tobago (Pântano Icacos), base Orinoco da Colômbia e Sul da Venezuela, Guianas (apenas nas áreas de Savana), Sul através da Base Amazônica no Brasil ao Norte do Leste da Bolívia (Santa Cruz), e Leste do Paraguai. Wikipédia cita a distribuição também no Peru e Suriname. "A identidade dos espécimes referentes às espécies na Venezuela permanece incerta. Foram registrados do nível do mar até cerca de 1,400m acima do nível do mar." - IUCN, mais abaixo. L. chaquensis remetem ao L. latrans; porém, trata-se de um L. latrans dado o conhecido estado de distribuição e morfologia.

Duas curtas cristas longitudinais podem ser vistas nas laterais da rã. Pude notar seis cristas longitudinais dorsalmente; as proximais das laterais são mais longas enquanto as mediais são curtas, porém mais longas que as das laterais. Isto significa que essa rã possuía cerca de 10 cristas com uma margem de erro de 1 a 2 para menos. Não sei se o número cresce ou decresce ao envelhecerem; o indivíduo retratado é um espécime muito jovem. As pernas são cobertas por ocelos. Cabeça com partes verdes quando jovens; adultos podem ter partes verdes na cabeça e próximas às cristas longitudinais. Uma listra pode ser vista percorrendo do focinho às costas dos olhos e passando sobre os tímpanos. A área debaixo dos olhos é mais clara. Membros anteriores são mais claros nos jovens (e possivelmente um pouco mais claros em adultos). Durante a temporada de acasalamento, que vai de Setembro a Março (ou Fevereiro) (Heyer et al., 1990), esses membros desenvolvem espinhos nos dedos para melhor agarrarem as fêmeas durante atividades sexuais e para a construção da massa espumosa para os ovos. Os dedos não possuem dilatações nem membranas interdigitais. Os machos constroem o ninho espumoso ao baterem as secreções glandulares das fêmeas em uma massa espumosa enquanto estão nas costas das fêmeas, estas que irão depositar cerca de 1.000 ovos (Achaval & Olmos, 2003). Esta massa protege os ovos, flutua na superfície da água e mede entre 120 e 250mm de diâmetro com um furo central entre 40 e 80mm de largura. A espuma é usada para reduzir o risco de predação e manter os ovos úmidos em regiões tropicais. Extensos cuidados maternais podem ser observados nesta espécie; as fêmeas são protetoras dos girinos e atacam potenciais predadores. Os girinos são de coloração escura e nadam em grupos em águas paradas. Quando a temporada de acasalamento começa os machos se escondem em vegetações aquáticas para chamarem as fêmeas em notas curtas e monótonas de baixa frequência. Isto ocorre mais frequentemente antes da chuva pois os ovos são depositados em poças sazonais.

Canibais, os Leptodactylus latrans poderão se alimentar de membros da mesma espécie tal como Amphibia em geral, larvas e adultos de Insecta e artrópodes em geral, anelídeos, miriápodes e pulmonatos (Achaval & Olmos, 2003). Os girinos são onívoros e se alimentam de microrganismos, perifítons e carniças. Outros girinos carnívoros podem vir a se alimentar de girinos de Leptodactylus tal como insetos aquáticos, peixes e cobras. Os adultos são predados por cobras, aves e alguns grandes artrópodes.

São de atividade diurna e noturna e são encontrados perto de poças. Isto é um provável mecanismo de defesa contra predação; se uma ameaça se aproxima, eles podem pular na água. São ótimos nadadores, mesmo que também sejam terrestres. A metamorfose normalmente começa cedo, fornecendo-os uma vantagem evolucionária sobre outros girinos competidores. Como os ovos são depositados em poças sazonais, a metamorfose precoce os favorecem antes que a poça seque. O risco de predação também é reduzido pois não há peixes em poças sazonais, e insetos aquáticos e girinos carnívoros oponentes tendem a se desenvolverem tardiamente após a formação das poças.

Os girinos são agressivos contra as ameaças e normalmente tentarão morder para se protegerem. Eles seguirão sua mãe em grupos após o nascimento; a mãe irá protegê-los dia e noite. A mãe bate na superfície da água para alertar os girinos do aproximar de potenciais predadores para que eles nadem para debaixo dela.

Durante estações quentes com intensiva necessidade de alimentação, o estômago das fêmeas e machos crescem em tamanho. O intestino dos machos é mais longo durante as estações quentes com intensiva necessidade de alimentação, enquanto o intestino das fêmeas é mais longo durante estações mais frias devido ao alto nível de estrogênio que ocorre antes da reprodução. Isto significa que o comprimento do intestino das fêmeas é relacionado à produção da gema dos ovos.

Apesar de serem de baixa preocupação e não existir nenhuma ameaça significativa contra eles atualmente no relato da IUCN v3.1 (http://www.iucnredlist.org/details/57151...) devido sua "...ampla distribuição, tolerância para uma ampla quantidade de habitats, presumida ampla população, e devido a improbabilidade de declínio populacional forte o bastante para listá-los em uma categoria mais ameaçada.", eles podem eventualmente serem posicionados em um nível mais ameaçado dado a caça por alimento e "extrema degradação de habitat e incêndios." De acordo com a mesma fonte que pode ser confirmada através desta observação, eles ocorrem em muitas áreas protegidas dentro de sua zona de distribuição. A drenagem de fontes de água, pesticidas, fertilizantes, poluentes e a introdução de espécies exóticas podem vir a ameaçá-los.

Fontes:
http://research.amnh.org/vz/herpetology/...
https://pt.wikipedia.org/wiki/Leptodacty...
https://amphibiaweb.org/species/7436
http://www.ra-bugio.org.br/ver_especie.p...
https://www.lafuc.com/leptodactylus-latr...

ENGLISH VERSION HERE:

Leptodactylus latrans (synonyms: Leptodactylus ocellatus (Girard, 1853), see Lavilla et al. (2010), and Leptodactylus macrosternum (Miranda-Ribero, 1926)) is a frog in the class Amphibia, subclass Lissamphibia, infraclass Batrachia, order Anura, suborder Neobatrachia, superfamily Bufonoidea, family Leptodactylidae and subfamily Leptodactylinae. The subject portrayed is a very young specimen, as adults are much larger.

According to Borges-Martins et al. (2007), Leptodactylus latrans is the largest frog of Rio Grande do Sul. Adults have a length from 80 to 120mm (females with 80-110mm and males with 90-120mm) (Achaval & Olmos, 2003). However, immatures of Leptodactylus latrans, such as the subject portrayed, are very, very tiny with a length from snout to rear of around 20mm or less. The colors vary a lot from brown, to dark brown to greenish parts. Their body are covered in irregularly patterned oceli. Interorbital area possesses a large triangular dark patch. The popular name "butter frog" is due to the ease of letting them slip through your fingers. They are very widely distributed in South America and East of Andes (Frost, 2004). IUCN (further down) shouts for their distribution in Brazil (Ceará, Amazonas, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina and São Paulo), Argentina (Buenos Aires, Córdoba, Chaco, Corrientes, Entre Ríos, Formosa, La Pampa, Misiones, Neuquén, Río Negro, Santa Fé, San Juan and San Luis), Uruguay (whole), Trinidad and Tobago (Icacos Swamp), Orinoco basin of Colombia and Southern Venezuela, Guianas (only in the Savannah areas) South through the Amazon Basin in Brazil to Northern and Eastern Bolivia (Santa Cruz), and East Paraguay. Wikipedia cites the possibility of Peru and mentions Suriname. "The identity of specimens referred to this species in Venezuela remains unclear. It has been recorded from sea level to around 1,400m asl." - IUCN, further down. L. chaquensis are also reminiscent of L. latrans; it is, however, a L. latrans due to the known distribution status and morphology.

Two short longitudinal "crests" can be seen on the laterals of the frog. I could note six longitudinal "crests" dorsally; the ones proximal to the laterals are longer while the medial ones are shorter, yet longer than those of the laterals. This means the frog had around 10 "crests" with a margin of error of 1 or 2 for less. I do not know if this number increases or decreases as they age; the individual portrayed is a very young specimen. Legs covered in oceli. Head with green parts when young; adults may have the green parts on the head and near or on the longitudinal "crests". A stripe can be seen going from the snout to the back of the eye and passing over the eardrums. Area beneath the eyes lighter. Anterior members are lighter in the offsprings (and possibly slightly lighter in adults). During reproductive season, which goes from September to March (or February) (Heyer et al., 1990), these members develop with spines on the thumbs to better grip females during sexual activities and the building of the foam mass for the eggs. Thumbs do not have dilations nor interdigital membranes. Males build a foam nest by beating glandular secretions of the females into a foamy mass while they are on the female's back, which will lay around 1.000 eggs (Achaval & Olmos, 2003). This mass protects the eggs, floats on the surface of the water and usually measures between 120 and 250mm in diameter with a central hole between 40 and 80mm in width. The foam is used to lower the risk of predation and to keep the eggs moist in tropical regions. Extended maternal care can be seen on this species; females are protective towards the tadpoles by attacking potential threats. The tadpoles are dark colored and swim in groups in still waters. When the breeding season starts the males will hide in aquatic vegetation to call for females in short, low-pitched monotonous notes. This happens more frequently before rain because the eggs are usually laid into seasonal ponds.

Cannibals, the Leptodactylus latrans will feed on the members of the same species as well as Amphibia in general, larvae and adults of Insecta and arthropods in general, annelids, myriapods and pulmonates (Achaval & Olmos, 2003). Tadpoles are omnivorous and will feed on microorganisms, periphyton or carrion. Other carnivorous tadpoles may feed on the tadpoles of Leptodactylus as well as water insects and snakes. Adults are predated by snakes, fish, birds and a few big arthropods.

They are both diurnal and nocturnal in activity and are found near ponds. This is probably a defensive mechanism against predation; if a threat nears, they can jump into the water and are good swimmers, even if also terrestrial. Metamorphosis usually begins early, giving them an evolutionary advantage over other opposing tadpoles. As they eggs are usually laid in seasonal ponds, the early metamorphosis favours them before the pond dries. The predation risk is also diminished as there are no fish in seasonal ponds and water insects and carnivorous opponent tadpoles develop later after the filling of the pond.

The tadpoles are aggressive towards threat and will usually try to bite to protect themselves. They will follow their mother in groups once they hatch; the mother will protect them during the day and night. The mother beats the water surface to warn the tadpoles of the nearing of potential predators so they can hide beneath her.

During hot seasons with intensive need of feeding, the stomach of females and males increase size. The intestine in males is longer during the hot seasons with intensive need of feeding while the females' intestines are longer during the colder seasons due to high estrogen levels occurring before spawning. This means that the length of the intestine of females is related to the production of yolk.

Although they are of least concern and there is no current significant threat to them in the IUCN v3.1 report (https://www.iucnredlist.org/details/5715...) due to their "...wide distribution, tolerance of a broad range of habitats, presumed large population, and because it is unlikely to be declining to qualify for listing in a more threatened category.", they can eventually be put into a more threatened level due to the hunting for food and "extreme habitat degradation and fire." Furthermore, according to this same source which can be confirmed through this spotting's location, they occur in many protected areas under their distribution range. Drainage of water sources, pesticides, fertilizers, pollutants and the introduction of exotic species might also threaten them.

Sources:

http://research.amnh.org/vz/herpetology/...
https://pt.wikipedia.org/wiki/Leptodacty...
https://amphibiaweb.org/species/7436
http://www.ra-bugio.org.br/ver_especie.p...
https://www.lafuc.com/leptodactylus-latr...

Species ID Suggestions



Sign in to suggest organism ID

No Comments

Oscar Neto
Spotted by
Oscar Neto

Fortaleza, CE, Brazil

Spotted on Jun 2, 2018
Submitted on Aug 26, 2018

Noah Guardians
Noah Sponsors

Join the Project Noah Team Join Project Noah Team