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Tocandira / Giant Amazon Ant

Dinoponera cf. quadriceps

Description:

(Kempf, 1971)

Hymenoptera: Apocrita: Vespoidea: Formicidae: Ponerinae: Ponerini

Comprimento / Length: ~30+mm

Sex: ♀

Hora / Hour:
1 - 22 de Julho, 2018 às 09:11:53 / 22nd of July, 2018 at 09:11:53am
2 - 22 de Julho, 2018 às 09:12:50 / 22nd of July, 2018 at 09:12:50am
3 - 22 de Julho, 2018 às 09:12:48 / 22nd of July, 2018 at 09:12:48am
4 - Espécime diferente da anterior mas provavelmente da mesma espécime e com mesmos parâmetros, 12 de Agosto, 2018 às 09:47:50 / Different specimen from the previous one, probably belonging to the same species and with the same parameters, 12th of August, 2018 at 09:47:50am
5 - 12 de Agosto, 2018 às 09:47:57 / 12th of August, 2018 at 09:47:57am

Habitat:

Solos de serrapilheira em florestas primárias e secundárias da América do Sul.

Littery soils in primary and secondary forests of South America.

Notes:

Dinoponera é um gênero de formigas no qual estão inclusas as maiores formigas do mundo. O gênero é estritamente restrito à América do Sul e pertence à ordem Hymenoptera, subordem Apocrita, superfamília Vespoidea, família Formicidae, subfamília Ponerinae e tribo Ponerini.

O sujeito retratado media algo em torno de 3cm de comprimento ou mais. Todas as Dinoponera que eu já conheci não eram agressivas e acidentes costumam acontecer quando pessoas pisam nelas, deixando-as sem escolha. Tentei fazê-la me ferroar mas ela apenas tentou fugir. Um guia de campo segurou uma em suas mãos e ela apenas tentou fugir, não o ferroou. Sob minha experiência, elas nunca foram agressivas perante bio-formas muito grandes.

Minha maior dúvida sobre esta identificação é diferenciar Dinoponera quadriceps de Dinoponera gigantea. Ambas são encontradas no Brasil; Dinoponera gigantea aparenta ter um confuso estado de distribuição, enquanto Dinoponera quadriceps são encontradas precisamente onde achei este espécime. Uma pessoa em um grupo me contou que ela, pessoalmente, coletou Dinoponera quadriceps na exata localização que encontrei este espécime, inclinando a identifiação para D. quadriceps ao invés de D. gigantea, tendo em mente que as duas são provavelmente possíveis. Sua maior característica que as distinguem de Paraponera e Pachycondyla (considerado um táxon irmão de Dinoponera) é o tamanho. Dinoponera também se distinguem de Pachycondyla através da presença de dois dentes clipeiformes nas laterais e fileiras de espinhas no pigídio e hipopigídio. "Streblognathus possui semelhança com Dinoponera, dado o grande tamanho, mandíbulas subtriangulares, dentes clipeiformes, e olhos voltados para frente, mas Streblognathus possui um inusitado pecíolo..." - parte anterior do abdome que forma um segmento alongado e estreito que une o resto do abdome, o gastro, ao tórax - "...em formato de barbatana que não possui o complexo orifício glandular metapleural, garras do tarso dentadas, e espinhas hipogídias de Dinoponera e é, de certa forma, menor.", cuja fonte é fornecida mais abaixo.

Não há rainha na colônia. São substituídas por uma operária gamergate. Gamergates são operárias reprodutivamente viáveis e capazes de se reproduzirem com machos maduros na ausência de uma rainha. A fêmea alfa é o membro de mais alta classificação e reproduzem com machos de outro ninho durante a noite na entrada deste. O macho introduz o gastro (em formigas, porção alargada do abdome posterior ao pecíolo) no órgão reprodutor da fêmea. Quando a copulação termina, a fêmea amputa o gastro do macho que não consegue desprender-se por si só. Ela puxa para fora uma cápsula genital que serve de bloqueio para esperma e a torna não-receptiva para outros machos, permanecendo monândrica. O acasalamento é suicida para o macho.

Dinoponera podem morder e ferroar. Na porção terminal do abdome há um ferrão que contém toxinas. Estas são utilizadas pela fêmea alfa contra fêmeas competidoras e atuam como um gatilho para operárias de classificação inferior; estes tentarão imobilizar a rival da fêmea alfa, mas podem falhar. Dinoponera quadriceps dominadas frequentemente retraem suas antenas. Dominância também é feita através de mordidas, bloqueios, esfregar do gastro, enrolar, e do esfregar de antenas.

Operárias de baixa classificação forrageiam individualmente em solo de serrapilheira mas dividem tarefas dentro do ninho. Operárias de baixa classificação processam recursos proteicos enquanto fêmeas de classificação mais alta distribuem alimentos para as larvas. Alimentam-se de invertebrados vivos ou mortos, sementes e frutas. O fungo entomopatogênico Cordyceps sp. pode parasitar Dinoponera.

Possuem um poderoso veneno expelido pelo ferrão posterior e é utilizado para dominar presas maiores. A ferroada é incrivelmente dolorosa e a dor pode durar até 48 horas. O veneno de D. quadriceps possui propriedades anti-nociceptivas, anti-microbianas e neuro-protetoras comumente utilizadas para tratar problemas de saúde como dor nas costas, asma, reumatismo e dores de ouvido. Atividade anti-coagulante parece estar presente.

Colônias de D. quadriceps são as maiores no gênero, com uma média de 80 operárias. Os ninhos são constituídos de grandes câmaras profundas, possivelmente uma adaptação contra a estiagem. Também uma provável adaptação contra a estiagem, suas colônias na Caatinga e Cerrado são feitas principalmente debaixo de árvores.

Novas colônias são feitas através de fissões, processos em que um grupo de operárias deixam o ninho com suas ninhadas. Isto permite que uma nova operária de alta classificação se torne uma gamergate. Uma operária de alta classificação também pode se tornar uma nova gamergate se a atual morrer ou tornar-se improdutiva.

Wheeler and Wheeler (1985) descreve as larvas como: "Perfil pogonomirmecóide (diâmetro maior no meio do abdome, diminuindo gradualmente através do fim anterior e mais rapidamente ao fim posterior arredondado, por exemplo; tórax mais delgado que o abdome e forma um pescoço que é ventralmente curvado). Corpo com numerosos (114–160) tubérculos mamiformes, cada um com 2–25 curtos pelos simples; pelos corpóreos ausentes em demais porções. Pelos craniais ausentes. Mandíbula dinoponeróide (estreitamente subtriangular em vista anterior, por exemplo; porção anterior curvada posteriormente; com ou sem dentes mediais.)"

O macho possui um comprimento total de ~21 - 22mm.

Sobre como distinguí-las de outras espécies, chequem as fontes abaixo.

FONTES:

Chave para machos de Dinoponera: http://www.antwiki.org/wiki/Key_to_Dinop...

Chave para operárias de Dinoponera: http://www.antwiki.org/wiki/Key_to_Dinop... (reforçando que este espécime é uma D. quadriceps)

http://www.antwiki.org/wiki/Dinoponera#Q...

http://www.antwiki.org/wiki/Dinoponera_q...

Distribuição de Dinoponera: http://www.antwiki.org/wiki/Dinoponera#m...

ENGLISH VERSION HERE:

Dinoponera is a genus of ants in which is included the largest ant in the world. It's a genus strictly restricted to South America belonging to the order Hymenoptera, suborder Apocrita, superfamily Vespoidea, family Formicidae, subfamily Ponerinae and tribe Ponerini.

The subject portrayed measured somewhere around 3cm in length or more. All Dinoponera I met were never aggressive and accidents seem to happen with people who step on them leaving them choiceless. I tried to make her sting me but she just tried to flee. A field guide held one in his hand and she just tried to escape, never stung him. Under my experience, they were never aggressive towards very large bioforms.

My main doubt about this identification is differentiating Dinoponera quadriceps from Dinoponera gigantea. Both are found in Brazil; Dinoponera gigantea seems to have a confusing distribution status, while Dinoponera quadriceps are found in the same location I found this specimen. A person in a group told me she personally collected Dinoponera quadriceps in the exact location I found this specimen, which inclines the identification towards D. quadriceps instead of D. gigantea, even though both are probably possible. Their main distinguishing trait from Paraponera and Pachycondyla (considered a sister taxa to Dinoponera) is the size. Dinoponera are also distinguishable from Pachycondyla through the presence of two clypeal teeth on the laterals and rows of spines on the pygidium and hypopygidium. "Streblognathus bears some resemblance to Dinoponera, given its large size, subtriangular mandibles, clypeal teeth, and forward facing eyes, but Streblognathus has a novel fin-shaped petiole..." - anterior part of the abdomen that is elongated and straight and unites the rest of the abdomen, the gaster, with the thorax - "...and lacks the complex metapleural gland orifice, toothed tarsal claws, and hypopygial spines of Dinoponera, and is somewhat smaller.", as sourced further below.

There is no queen in the colony. They are replaced by a gamergate worker. Gamergates are viable reproductive worker ants that are able to reproduce with mature males in the absence of a queen. The alpha female is the highest-ranking member and reproduces with males from another nest at its entrance during the night. The male attaches the gaster (in ants, enlarged portion of the abdomen posterior to the petiole) inside the female's reproductive organ. Once copulation ends, the female will cut off the male's gaster which can't detach by itself. She pulls out a genital capsule that acts as a blockage to sperm and turns her unreceptive to other males, remaining monandrous. Mating is suicidal for the male.

Dinoponera can bite and sting. On the terminal end of the abdomen there is a sting that contains toxins. These are usually used by the alpha females on competing females and act as a trigger to the lower-ranked workers; these will try immobilize the alpha's rival, but can fail. Dominated Dinoponera quadriceps will often retract their antennae. Dominance is also done through biting, blocking, gaster-rubbing, curling, and rubbing the antennae.

Low-ranking workers forage individually on littery soil but divide tasks within the nest. Lower-ranking workers process protein resources while higher-ranked females distribute food to the larvae. They feed on dead and live invertebrates, seeds and fruits. The entomopathogenic Cordyceps sp. fungus can parasitize Diponera.

They possess a strong venom that is expelled through the rear sting and is used to dominate large prey. The stinging is incredibly painful and the pain can last up to 48 hours. D. quadriceps' venom has antinociceptive, antimicrobial and neuroprotective properties, and is used to treat health problems such as back pain, asthma rheumatism and earaches. Anticoagulant activity seems to be present.

D. quadriceps' colonies are the largests in the genus, averaging at 80 workers. The nests are made of deep large chambers, possibly an adaptation to aridity. Their colonies in the Caatinga and Cerrado are mainly made under trees, probably an adaptation against aridity as well.

New colonies are formed through fissions, processes in which a group of workers leave the nest with their brood. This allows for a new high-ranking worker to become a gamergate. A high-ranking worker can also become a new gamergate when the current one dies or becomes unproductive.

Wheeler and Wheeler (1985) describes the larvae as: "Profile pogonomyrmecoid (i.e., diameter greatest near the middle of abdomen, decreasing gradually toward anterior end and more rapidly toward posterior end, which is rounded; thorax more slender than abdomen and forming a neck, which is curved ventrally). Body with numerous (114–160) mammiform tubercles, each with 2–25 short simple hairs; body hairs lacking elsewhere. Cranial hairs lacking. Mandible dinoponeroid (i.e. narrowly subtriangular in anterior view; anterior portion curved posteriorly; with or without medial teeth.)”

The male has a total length of ~21 - 22mm.

As for how to distinguish them from other species, check the source provided below.

SOURCES:

Key to Diponera males: http://www.antwiki.org/wiki/Key_to_Dinop... (further reinforcing that this specimen is a D. quadriceps)

http://www.antwiki.org/wiki/Dinoponera#Q...

http://www.antwiki.org/wiki/Dinoponera_q...

Dinoponera's distribution: http://www.antwiki.org/wiki/Dinoponera#m...

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Oscar Neto
Spotted by
Oscar Neto

Caucaia, CE, Brazil

Spotted on Jul 22, 2018
Submitted on Oct 27, 2018

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