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Household Casebearer Moth / Traça-de-Parede

Phereoeca uterella

Description:

(Walsingham, 1897)

Lepidoptera: Ditrysia: Tineoidea: Tineidae: Tineinae: Tineini (?)

A mariposa e a bolsa desse post são os mesmos indivíduos. A pupa está dentro da bolsa. Refira-se à este outro post para mais fotos das larvas e da exúvia da pupa: http://www.projectnoah.org/spottings/528...

The moth and the case in this post are both the same individuals. The pupa is inside the case. Refer to this other post for more pictures of both the caterpillar and the pupa's exuvia: http://www.projectnoah.org/spottings/528...

Envergadura alar / Wingspan: ♀ - 7-13mm. ♂ - 7-9mm.

Sex: ♂

Hora / Hour (P = Foto / Photo):
P1: 10 de Junho, 2018 às 12:56:05. / 10th of June, 2018 at 12:56:05pm.
P2: 5 de Junho, 2018 às 15:33:56. / 5th of June, 2018 at 03:33:56pm.

Other name: Plaster Bagworm.

Habitat:

O próprio BugGuide menciona os habitats desses insetos:

"As bolsas larvais podem ser encontradas em tapetes de lã, penduradas em cortinas, debaixo de construções - penduradas na parte inferior -, vigas, soleiras e fundações; também são encontradas no exterior de construções em locais com sombras, debaixo de galpões de fazendas, debaixo de decorações de jardim, em máquinas agrícolas armazenadas e em troncos de árvores."

BugGuide itself mentions the habitats of these insects:

"Larval cases can be found on wool rugs and wool carpets, hanging on curtains, or under buildings, hanging from subflooring, joists, sills and foundations; also found on exterior of buildings in shaded places, under farm sheds, under lawn furniture, on stored farm machinery, and on tree trunks."

Notes:

Phereoeca uterella é uma pequena mariposa da ordem Lepidoptera, subdivisão Ditrysia, superfamília Tineoidea, família Tineidae, subfamília Tineinae e, duvidosamente, de acordo com Insectoid (http://insectoid.info/insecta/lepidopter...), tribo Tineini.

BugGuide (https://bugguide.net/node/view/27383) cita que os machos são menos distintivos que as fêmeas:

"Asas anteriores cinzas com até quatro manchas e um formato de escova de longas, claras, cinzas escamas parecidas com pelos ao decorrer da margem interna das asas posteriores; os machos são menores, mais finos, e possuem padrões alares menos distintivos do que as fêmeas."

Com isto, concluo que o indivíduo retratado é um macho de Phereoeca uterella. Podem ser encontradas do Sul dos Estados Unidos, percorrendo o Sul até o Brasil.

As larvas se alimentam de teias velhas de aranha, cabelos, detritos, lã e ceda (incluindo roupas, mas o dano é mínimo), feltro e muitos outros materiais. Não sei quanto tempo de estágio pupa havia passado antes de eu coletá-la, mas a adulta eclodiu dois dias depois, o que significa que, no mínimo, a pupa já possuía 9 dias ou mais de idade.

A bolsa é feita pela larva e mede entre 8 e 14mm de comprimento e entre 3 e 5mm de largura. Para evitar a morte e concluir seu desenvolvimento, precisam de umidade, fator que limita sua distribuição em muitos locais. Praeceodes atomosella (Tecophora) (Walker, 1863) é uma espécie relacionada de traças-de-parede. Os ovos são depositados pelas fêmeas em fendas e junções nas paredes e chãos, acimentando-os em detritos (creio que possuo registro fotográfico disto). Até duzentos ovos podem ser ovipositados por uma única fêmea em um período de uma semana. Isso conclui o ciclo de vida da fêmea e ela morre. Os ovos são moles, pálidos, de coloração azulada e medem aproximadamente 0.4mm em diâmetro. Levam cerca de 10 dias ou mais para nascerem. As larvas passam por seis ou sete ínstares e requerem cerca de 50 dias para amadurecerem. O estágio pupa dura entre, em média, 11 e 23 dias. Na íntegra, o processo ovo-adulto dura, em média, entre 62 e 86 dias. A bolsa é achatada, fusiforme ou em formato de fuso. O interior da bolsa é feito de um alinhado de seda e aberto em ambas as extremidades. Essa descrição de Phereoeca uterella vem da descrição de Aiello (1979) de Phereoeca alutella, um parente próximo de traças-de-parede do Panamá. Entretanto, é precisa com a descrição de Phereoeca uterella como pude notar através de minhas diversas observações. A bolsa é feita nos primeiros ínstares. A cada ínstar, a bolsa é aumentada. Isto é feito através da secreção de seda para construir um arco que é preso em ambas as extremidades do substrato; na íntegra, o interior do arco é alinhado exclusivamente por seda e gradativamente estendido para formar um túnel, enquanto a larva fica no interior. O túnel é fechado por debaixo pela larva para formar um tubo livre do substrato e aberto em ambas as extremidades. Podem usar uma enorme variedade de materiais para construir o exterior da bolsa como fibras (exemplo: pelos), partículas de areia, solo, ferrugem, fezes de insetos, carcaças de Artrópodes e muitos outros materiais. Durante os últimos ínstares, a bolsa é muito maior, permitindo que a larva possa andar por dentro e se virar para sair em qualquer extremidade; ambas as extremidades possuem aberturas. Sob perigo, a larva irá fechar as entradas e permanecerá dentro; é incrivelmente difícil abrir as entradas por fora, fator que as serve como um ótimo mecanismo de proteção. Os últimos ínstares das larvas podem medir 7mm de comprimento. Possuem uma cabeça preta-marrom, enquanto o resto do corpo é branco com, por vezes, os interiores avermelhados visíveis. Entretanto, as placas laterais e dorsais dos três segmentos próximos da cabeça são endurecidos e escuros. De acordo com Aiello (1979), isso dá-se como uma provável proteção contra predadores naturais quando a larva está exposta da bolsa para se movimentar. As larvas possuem três pares de pernas marrons bem-desenvolvidas. As pernas falsas ventrais são brancas e localizadas nos segmentos abdominais 3 ao 6 e 10. Entre 23 e 25 minúsculos ganchos podem ser encontrados na ponta de cada perna falsa. Os ganchos anteriores são maiores e mais largos do que os posteriores por um terço, potencialmente servindo na identificação. Estes ganchos são utilizados pelas larvas para se moverem dentro da bolsa. Também são usadas para agarrar a bolsa quando a larva expõe a cabeça e o tórax e usa as pernas verdadeiras para andar no chão ou nas paredes. O estágio pupa ocorre dentro da bolsa enquanto a larva se fixa em alguma superfície vertical com seda. Uma extremidade da bolsa é modificada para este propósito. A larva irá fazer uma curta incisão ao decorrer de ambas as bordas para tornar aquela extremidade mais achatada, atuando como uma válvula. Antes de eclodir, a pupa se arrasta pela metade através da válvula e a mariposa emerge ao anoitecer; a exúvia da pupa é deixada parcialmente visível através da abertura da bolsa.

As fêmeas possuem uma envergadura alar entre 7 e 13mm, enquanto os machos possuem uma envergadura alar entre 7 e 9mm. Sendo assim, os machos são menores e mais finos do que as fêmeas como citado no BugGuide. Suas cabeças são uniformemente cobertas de densos pelos grossos. Possuem dois pares de palpos. Os palpos maxilares são menores que os labiais e voltados para o interior. Os palpos labiais estendem-se um pouco além dos pelos densos cobrindo a cabeça. O restante do aparelho bucal é reduzido e os adultos não se alimentam. As antenas são filiformes, tão compridas quanto as asas e são posicionadas por cima do corpo. Os olhos são compostos e proeminentes. Apesar de ser impossível ou semi-impossível de se verem em espécimes adultos, as venações alares são muito importantes na identificação do gênero de acordo com Hinton e Bradley, 1956. São boas voadoras, e quando descansam deixam as asas sobre o corpo. Normalmente descansam nas teias de aranhas Theridiídeas. É sabido que a vespa Apanteles carpatus (Brachonidae: Microgastrinae: Microgastrini) pode parasitar Phereoeca uterella; inclusive, creio que possuo registros fotográficos documentados desta ocorrência! Outro caso de parasitismo foi documentado onde Lymeon orbus (Ichneumonidae) parasitou Phereoeca uterella.

De acordo com BugGuide:

SINÔNIMOS E OUTRAS MUDANÇAS TAXONÔMICAS:

Phereoeca uterella (Walsingham, 1897)
Tineola uterella (Walsingham, 1897)
Tinea pachyspila (Meyrick, 1905)
Tineola oblitescens (Meyrick, 1924)
Tinea barysticta (Meyrick, 1927)
Tinea dubitatrix (Meyrick, 1932)
Tineola walsinghami (Busck, 1934)
Phereoeca postulata (Gozmány, 1967)

Possuem uma sequência filogenética de #300141 e um Número de Hodges de 0390.

Fontes:

https://bugguide.net/node/view/27383

http://entnemdept.ufl.edu/creatures/urba...

Artigo no Insetologia com a identificação do Cesar e ajuda na pesquisa: https://www.insetologia.com.br/2018/05/t...

https://cse.google.com.br/cse?cx=partner...

https://cse.google.com.br/cse?cx=partner...

ENGLISH VERSION HERE:

Phereoeca uterella is a tiny moth in the order Lepidoptera, subdivision Heterocera, superfamily Tineoidea, family Tineidae, subfamily Tineinae and, doubtfully, according to Insectoid (http://insectoid.info/insecta/lepidopter...), tribe Tineini.

BugGuide (https://bugguide.net/node/view/27383) mentions that males are less distinctive than females:

"Forewing gray with up to four spots and a brush of long, lighter gray hair-like scales along inner margin of hindwing; males are smaller, thinner, and have a less distinctive wing pattern than females."

With this, I conclude my individual is a male of Phereoeca uterella. They can be found from Southern United States going South as far as Brazil.

The larvae will feed on old spider webs, hair, debris, wool and silk (including clothes, even though the damage is minimal), felt and many other materials. I do not know how much of the pupa stage's time had passed before I collected, but after the collection, the adult eclosed two days later, which means that, at the very least, the pupa was already 9 days old or more.

The case is made by the larva and measures from 8 to 14mm in length and 3 to 5mm wide. To avoid death and conclude their development, they need humidity, a factor that limits their distribution in many places. Praeceodes atomosella (Tecophora) (Walker, 1863) is a related species of casebearing moths. The eggs are laid by the females on crevices and the junction of walls and floors, cementing them on debris (I believe I have a photographic register of such a case!). Up to two hundred eggs may be oviposited by a single female over a period of a week. This concludes the life-cycle of the female and she dies. The eggs are soft, pale, with a blueish coloring and about 0.4mm in diameter. They take approximately 10 days or more to hatch. The larvae undergo six or seven instars that require about 50 days to mature. The pupa stage lasts between, on average, 11 to 23 days. The whole egg-adult process takes from 62 to 86 days on average. The case is flat, fusiform or spindle-shaped. The insides are silk-lined and open at both ends. This description is taken from Aiello's (1979) description of Phereoeca allutella, a closely-related casebearing moth from Panama. However, it is on point with Phereoeca uterella as could be noted through my many observations. The case is made in the earliest instar. After each instar, the case is enlarged. This is done through the secretion of silk to build an arch that is attached at both ends of the substrate; the whole inside of the arch is lined exclusively by silk and gradually extended to form a tunnel, while the larva stays inside. The tunnel is closed beneath by the larva to form a tube free from the substrate and open at both ends. They can use a wide selection of materials to build the outside of the case such as fibers (such as hair), particles of sand, soil, iron rust, insect droppings, Arthropod remains and many other materials. During the last instars, the case is much more enlarged, which allows the larva to turn around inside and pop out at either end of the case; both ends have openings. Under threat, the larva will close the openings and remain inside; it is incredibly difficult to open the openings from outside, serving them as a great protective mechanism. Later instars of the larvae can reach 7mm in length. They have a dark brown head, while the rest of the body is white with, sometimes, the interiors visible in a red coloring. The lateral and dorsal plates on the three thoracic segments close to the head, though, are hardened and dark. According to Aiello (1979), this is most likely a protection against natural predators when the larva reaches out of the case to move around. The larvae have three pairs of well-developed, brown legs. The ventral prolegs are white and are located on the abdominal segments 3 to 6 and 10. 23 to 25 very small hooks can be found at the tip of each proleg. Anterior hooks are bigger and broader than the posterior ones by one third, potentially serving for identification. These hooks are used to move around inside the case. They are also used to grab the case when the larva pulls its head and thorax out and uses its true legs to walk on the floor or walls. The pupa stage occurs inside the case while the larva fixes it on a vertical surface with silk. One end of the case is modified for this purpose. The larva will cut a short slit along both edges to make that end flatter, acting as a valve. Before eclosing the pupa pulls itself halfway through the valve and the moth emerges around noon with the pupa's exuvia being left partially visible through the case's opening.

Females have a wingspan of 7-13mm, while males have a wingspan of 7-9mm. With this said, males are smaller and thinner than females as noted in BugGuide. Their heads are uniformly clothed with dense and rough hairs. They have two pairs of palps. The maxillary ones are smaller than the labial ones, and are folded inwards. The labial palps extend a little beyond the head's dense covering of hairs. The remaining mouth parts are reduced and adults do not feed. Antennae are filiform, as long as the wings and are held back over the body. The eyes are compound and prominent. Although impossible or semi-impossible to see in live specimens, wing venations are very important for genera identification according to Hinton and Bradley, 1956. They are good fliers, and when resting will hold their wings tented over the body. They usually rest on the webs of Theridiid spiders. The wasp Apanteles carpatus (Brachonidae: Microgastrinae: Microgastrini) is known to parasitize Phereoeca uterella; I believe I even have a register of such occurrence documented in pictures! Another case of parasitism was recorded in which Lymeon orbus (Ichneumonidae) parasitized Phereoeca uterella.

According to BugGuide:

SYNONYMS AND OTHER TAXONOMIC CHANGES:

Phereoeca uterella (Walsingham, 1897)
Tineola uterella (Walsingham, 1897)
Tinea pachyspila (Meyrick, 1905)
Tineola oblitescens (Meyrick, 1924)
Tinea barysticta (Meyrick, 1927)
Tinea dubitatrix (Meyrick, 1932)
Tineola walsinghami (Busck, 1934)
Phereoeca postulata (Gozmány, 1967)

They possess a phylogenetic sequence #300141 and a Hodges Number of 0390. They are also known as "plaster bagworms".

Sources:

https://bugguide.net/node/view/27383

http://entnemdept.ufl.edu/creatures/urba...

Article on Insetologia with Cesar's identification and research help: https://www.insetologia.com.br/2018/05/t...

https://cse.google.com.br/cse?cx=partner...

https://cse.google.com.br/cse?cx=partner...

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Oscar Neto
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Oscar Neto

Fortaleza, CE, Brazil

Spotted on Jun 10, 2018
Submitted on Jun 21, 2018

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